26 de jan. de 2015

AMOR - Ato 1

Quero correr nas alamedas, brincar com o vento e, entre uma coisa e outra, criar e recriar esse amor diariamente.
Quero renascer em ti a cada dia. Me preencher da tua presença e me alimentar do teu profundo amor... 
Quero multiplicar as alegrias e renovar as energias! Ser fonte de amor e abrigo.
Quero te olhar profundamente e me encontrar dentro de ti, todos os dias. Pois em mim, tu já fazes morada há tempo... 

20 de jan. de 2015

AMOR - Prelúdio


É tão bonito o que sinto... Pq não é definível, limitado.... É intenso e ao mesmo tempo traz uma leveza..... 
É um estado de ser que me complementa e me faz sentir efêmera e cada vez mais conectada a mim. 
É lugar de aconchego e onde a minha paz faz morada.

9 de nov. de 2014

Aonde me encontrei

Atravessava as ruas, costurava caminhos, entrelaçava encontros, reconhecia-se em cada parte do todo que experimentava.
Alimentava-se da solidão sonhadora, sustentada pela colheita do amor que vinha cultivando.
Não acreditava em acasos, mas em encontros habilidosamente destinados a acontecer... E seguia atravessando ruas, caminhos, encontros, afetos e sonhos, tomada pela certeza de ter encontrado, em meio ao caos, o caminho que deseja seguir. De ter descoberto a felicidade, o amor nunca antes experimentado, a sensação de levitar nos pensamentos, de sonhar e acordar sorrindo, de não precisar mentir pra si, de não temer dizer o que sente, de se permitir receber, de se permitir amar, de se permitir acreditar no amor.
Recomeçava a atravessar ruas, costurar caminhos, entrelaçar encontros, bordar sonhos e alinhavar desejos... Sentindo-se cada vez mais pertencente ao mundo dos que tem habilidade para viver, e amando cada dia mais... a vida, a liberdade de pertencer, a coragem de amar, de se amar.

Crescia a cada dia. Respirava esperança. Inspirava intuições. Suspirava sonhos. Tecia novos encontros. Iluminava pensamentos. Amava cada dia mais. Navegava para a direção que seu olhar apontava. Olhava para cá, e se encontrava.

15 de out. de 2014

O próprio!

Faz calor. Dentro e fora. 
Não bastassem as intempestivas mudanças próprias da primavera, ainda lhe sobram anseios, fragilidades, cansaço e, por vezes, desesperança.
Mas faz calor e o sangue pulsa! 
Dilatam-se os desejos, os pensamentos, multiplicam-se os sonhos e, como num sopro de vida, é reanimada pelos toques suaves que lhe afetam a alma. 
Perdeu o interesse de olhar pra trás. Agora segue lépida e faceira, olhando pra frente! Mesmo que de vez em quando se perca dentro de si e se desconecte.
Noutras horas, carrega consigo aquele sorriso que não sai do rosto porque está marcado na alma. Alegra-se pela lembrança de momentos únicos e intensos e derrete-se, absorvida por sua nova pulsão de viver!
Sim! A felicidade existe e foi feita pra ela!
Então não tem jeito. Caindo e levantando, segue de mãos dadas com a alegria de viver e, finalmente, com o amor. Aquele! O próprio.




26 de fev. de 2014

Na onda...

O corpo anestesiado pulsa.
Nos pulsos pausam pensamentos.
Nos pensamentos circulam os desejos.
Nos desejos contraem-se os músculos, expandem-se as sensações..... Em onda. 
Na onda...
Liberdade pra se pensar o que se quer, desejar o que se quer, saciar o que se quer..... 
E querer, e pulsar, e arder...
Arder. Arder sempre. Deixando-se mover pelas pulsões do seu universo particular. 
Porque lá tudo pode, tudo vive, tudo pulsa... Lá está você.

9 de jul. de 2013

Ao universo...

Os pés querem o chão mas estão suspensos.
A voz quer se soltar mas está calada.
O corpo se move mas está inerte.
Os desejos saltam mas não saem do chão.

Quer voar com os pés firmes.
Quer falar em voz alta.
Quer mover a inércia.
Quer desejar flutuando.

A firmeza dos passos deseja dançando.
A altura da voz deseja cantando.
O mover deseja longe da inércia que ata.
O desejo deseja intenso, vibrante e leve.

Faltam molas propulsoras no chão.
Falta coragem na voz.
Faltam movimentos dançados.
Faltam desejos com voz, dança e molas.

Que os ventos levem seus pedidos ao universo.
Que a vida dance ao seu redor.
Que a coragem da luta não lhe falte.
Que sua voz alcance seu coração.



Três [Mar[I]ras]!

Um trio de três, às vezes de duas, nunca de uma só.
Aliás, solidão não entra nesse trio.
Três mentes distintas de personalidades multifacetadas pela dança, pelo corpo, pelos afetos.

Três corpos, três vozes, três pensamentos, um só coração...
E a gente se une, e a gente se afasta, e a gente se espalha, e se mistura, e se funde, se abraça, se envolve, se ganha...

Uma tem uma alma repleta de neurônios que se degladiam, se amam, se desconectam, atam e desatam num ritmo incessante, insensato... que aos poucos se acalmam, se ajeitam, se encontram, se conectam, sem perder jamais a generosidade da alma e do espírito. Pára o mundo para estar com as outras duas...

Uma tem a alma repleta de afetos, incógnitas, sensibilidade, questões, amores... intensa, inteira, passional, verdadeira. Se afasta sem querer e querendo retorna, embora nunca tenha ido embora, de fato.


Uma tem a alma repleta de sonhos, idéias, amores incondicionais, generosidade... é sincera, passional, presente e com a língua solta demais... Zela pelas demais, depois por ela. Altruísta e distraída... onde é que ela estava mesmo?!

E qualquer uma delas pode ser cada uma das umas acima.

Muitos poderiam as ver sem as dar muita importância. 
Não fazem questão de serem percebidas, muito pelo contrário. 
Seu universo é particular. Por vezes aberto. Se misturam. São umas com uns, outras com outros, e as mesmas sempre que juntas. São um trio. Um trio de três, de múltiplas, de duas, de uma, mas sempre de três. Tripé.

Sendo assim, sem qualquer um dos pés deixariam de ser quem são em seu universo e em seus universos. E não sendo quem são, perderiam um tanto de sua singularidade... e quando o físico impõe distância, não há solidão, pois as energias caminham (sempre) juntas.

Como é bom ser três! Como é bom ser um! Como é bom serem e terem sua independência dentro do trio subjetivo, afetivo e substantivo... 
Porque independente dos rumos, dos fatos e dos fracos, serão sempre uma unidade de três que levará a vida na dança, nas histórias, nos braços e nos abraços de cada uma, e de seus universos transversais.

Amo vocês. Amo nós. 

Namastê!

10 de set. de 2012

Saudades sem fim...

E lá se vão 8 anos sem ela...
Ela que me amava incondicionalmente,
ela que me apaixonava com sua vaidade,
ela que me acalmava com sua voz doce,
ela que me colocava pra dormir ninando no colo e cantando cantigas de roda,
ele que me divertia empurrando meu balanço na praça,
ela que me levava ao teatro sempre que podia,
ela que me fez amar Ipanema e suas calçadas,
ela que me fez Tricolor!
Ela que sorria, e brincava, e sonhava...
Ela que, aonde quer que eu vá, está sempre comigo.
Minha boneca, minha rainha, minha vida, minha Voinha...
Saudades sem fim... 

12 de abr. de 2012

Pai

Menino índio vindo das terras do norte. Pés descalços pra subir na mangueira, jogar bola com a molecada, ver o irmão mais velho aprontar. Amante dos livros, da Estrela Solitária, da sua terra, Pará.

Menino músico, maestro. Mãos que dedilham cordas e embalam as meninas. Um bom vinho, seu violão, estrelas Luiza e Maria... Inspiração.

Pai.
Que cuida, abraça, embala, zela, reza, conduz...


Em seu silêncio repleto de música, amores, saudades e segredos: acorda o menino, nasce o homem, amadurece o pai, renasce o avô.

Música, cheiro de cupuaçu, a serenidade de uma boa rede, céu de constelações sem fim, Luiza, Maria e os que ainda estão por vir...
Que assim seja. Sempre.

Amamos você.


15 de set. de 2011

Um pouco do Eu que me atravessa

Ser plural.
Concebida no amor, materializada no afeto, atravessada pelo imaterial.
Ser aprendiz.
Formada na vida, contida por saberes diversos, motivada por quereres de saberes além corpo.
Ser pulsante.
Movida pela dança da alma, repleta pelo amor às artes, inquieta pelos movimentos contidos no espaço e ainda não realizados.
Ser dependente.
Necessitada de muitos, tem na ajuda ao próximo seu lema, ansiosa por servir.
Ser viajante.
Traçada por rotas que se cruzam e levam adiante; que se movem e mudam seu curso, indefinidamente refeito.
Ser poeta.
Escrita pelas vivências, firmada pelas experiências, flexibilizada por tantos amores, saberes, viveres e seres que, constantemente, fazem da sua história muitas histórias. Pertencente ao mundo onde todos são, vão e estão em constante movimento.
Ser movente.
Movimento que vibra para além do icosaedro das ilusões.

26 de jul. de 2011

Os mais doces sorrisos...

Faz silêncio dentro dela. 
Por capricho do destino, a ausência se faz presente.
O silêncio é quebrado pelo choro incessante e pelo corpo que arde em febre.
O coração se aperta e acelera. Quer paz.

Faz tudo que pode e, ainda assim, sente-se impotente. Queria poder mais.
Sente falta. Quer dar o colo que não teve. Quer sentir o colo que se foi há quase 7 anos...
Precisa gritar, mas tem sua voz calada.
Inspira, expira... chora.

Não exige das pessoas o que elas não têm, mas exige de si.
Precisa fortalecer-se, mas precisa de uma válvula de escape. Onde encontrá-la?!
Procura, e não acha.
Resigna-se com o que tem, o que pode ser, o que é.

Abaixa a cabeça, sorri e segue.
Ergue-se, acorda e pára.
Olhar no horizonte, corpo presente.
A cabeça fervilha...

Mãos ressecadas, olhos úmidos...
Pequenas mãos acariciam seu rosto e enchem seu coração de alegria.
O amor cerca-lhe a alma... recompensa.
Olha para aquelas duas almas de luz e sente-se forte de novo.

Esquece as tristezas, manda embora a angústia.
Rejubila-se pelo que a vida lhe deu... o maior de todos os bens, o verdadeiro amor.
Segue firme, forte, renovada.
A vida lhe acaricia a pele e a alma com os mais doces sorrisos!

Por elas e pra elas, vale todo e qualquer esforço... 

Que eu tenha sempre a felicidade de ter seus sorrisos, e a alegria de ver-lhes fortes, felizes e realizadas, meus amores... Mamãe ama muito vocês.


8 de jul. de 2011

Resgates...

Os tempos de hoje são cruéis. Mesmo com o advento da tecnologia, do avanço nas comunicações, dos novos conhecimentos que nos chegam a cada dia, vivemos tempos em que um precioso bem se faz ausente. O tempo.
As vinte e quatro horas do dia se tornaram escassas... o mundo globalizado, a escravidão do capitalismo, e a necessidade cada vez mais premente de se produzir, estão tornando os seres humanos escravos... escravos do dinheiro, do trabalho, do tempo.
As antes tão imprescindíveis horas de descanso, de lazer e de momento com a família, se tornaram parcas... e mesmo quando existe uma brecha de tempo, este é tão mal aproveitado em virtude da estafa física e do stress emocional, que se torna inexistente, nula.
Mas até que ponto a busca por melhores condições materiais para a família, para o nosso próprio conforto, e até mesmo para tornar “o mundo melhor”, tornarão as pessoas mais felizes?! Tornarão?!
Sem dúvida essa é uma das grandes incógnitas do mundo contemporâneo, das famílias, de nós  mulheres que, mesmo estando completamente inseridas no mercado de trabalho e atuantes na estrutura material da vida familiar, também nos preocupamos com a qualidade do tempo que destinamos a nós mesmos, à família, ao universo particular em que cada um está inserido.
Hoje vemos nossas crianças cada dia mais inteligentes, dominando a tecnologia e o mundo virtual, ligadas durante muitas horas à programação televisiva. Tudo isso seria ótimo se não fosse só isso ou se isso não tomasse grande parte do seu tempo. E a cada dia que passa, menos as vemos nos parques brincando, andando de bicicleta, correndo, “aprontando”. Cada vez mais as vemos sedentárias, com a maturidade acelerada, pulando fases e vivendo a vida frenética dos pais. Lamentável.
Então o que pretendemos fazer? Que pais desejamos ser? Em que parte do nosso tempo está inserida a família? Está? Que legado pretendemos deixar para nossos filhos? Será que “darmos a eles tudo que não tivemos” em termos materiais é a prioridade? Ou “darmos a eles tudo que não tivemos”, se é que não tivemos, em termos de presença, atenção e cumplicidade de nossos pais seria melhor? O que será que eles pensarão quando tiverem maturidade suficiente para refletir sobre nós, pais? O que nós queremos que eles pensem acerca de nós? Que apenas somos muito trabalhadores e os oferecemos o melhor do mundo? Ou que somos presentes, atentos, atuantes em suas vidas?
Sim, é claro que tudo isso é importante, apesar de ser difícil oferecermos tudo. Mas para isso precisamos lhes destinar nosso tempo, nossa atenção exclusiva nesse tempo, nossa presença, amizade, cumplicidade, paciência... Nesse tempo precisamos ser pais. E só.
Outra parte do tempo precisamos destinar a nós mesmos, para lhes mostrar que também é importante termos nossos momentos privados, o próprio lazer, pois nem só de trabalho e filhos precisamos nos ocupar. Mas ocuparmo-nos com nossa essência, com nosso corpo, com os nossos desejos. Isso é ser feliz.
Nesse mundo cada vez mais expresso, impaciente, hostil, virtual, sem tempo, precisamos recriar o tempo. E mais do que isso, estarmos certos de que o faremos da melhor maneira que pudermos.
Então proponho um resgate. Resgatemos nossas memórias, nossa juventude, a gentileza, a paciência, os afetos... Sejamos menos sérios e mais moleques, encontremos nossa essência, escutemos nossa consciência, nosso corpo. Ouçamos as crianças. As nossas e as que habitam em nós. Recuperemos a utopia, desejemos um mundo realmente melhor... Pois um mundo melhor não se faz só com a matéria, não é regido pelo dinheiro e pela ganância. É antes o mundo das crianças, do amor, da gentileza, da poesia, da arte...  da arte de saber viver bem!... Vocês não acham?!
Namastê!

6 de jul. de 2011

[Des]ordenações

Palavras ditas. Ouvido atento. Pensamentos.
Sentimentos despertos. Peito aberto. Recolhimento.
Sinais claros. Visível distância. Isolamento.
As palavras ecoam...

Ausência de impulso. Excesso de desejo. Inércia.
Gestos audíveis. Tradução incrédula. Repetição.
Sinais conhecidos. Diferentes ações. Incógnitas.
Os impulsos latejam...

Palavras
Pensamentos
Sentimentos
Sinais
Impulso
Desejo
Tradução

Palavras misturadas, mente embaralhada. Confusão.
Faltam as alianças, a dança, o tesão.
Sobram ecos, inércia, paixão.
Quebra-cabeça de peças inexatas e mutáveis precisando se encontrar. [Des]ordenação.

9 de jun. de 2011

Luiza


Menina doce, inteligente, sensível.
Teus olhos são luz, amor, beleza.
Teu corpo é forte, esguio, divinamente lapidado.
Teu coração é imenso, repleto, completo.

Tua presença é luz.
Teu espírito, iluminado.
Espalha amor por onde passa essa menina...
É bênção, é filha dileta, é irmã preferida...

Impossível mensurar o meu amor...
Meu amor por ti vai além do imaginável, ultrapassa limites, tem força infindável.
Filha minha, primogênita querida... Mamãe te ama muito além do que possas imaginar, muito além do que se possa dizer.
Amor incondicional... “amor maior do mundo”.
Luiza, eu te amo. Infinitamente.

26 de abr. de 2011

A falta e o todo mais...

Falta o ar, o mar, o calor
Falta o junto, o perto, o ardor
Falta a conversa, a identidade, o furor...

Faltam espaços, sobram vazios.

Ventre preenchido, coração apressado.
Turbilhão de sentimentos, nervos aflorados.
Momento solitário em meio a multidão. Solidão.
Força que vem sei lá de onde, lágrimas que procuram acalmar...

Transbordamento. Apnéia. Falta-me o ar...

E da falta que a falta faz, faço a construção do todo mais.

13 de abr. de 2011

A neta da Voinha...

A menina cresceu
e mudou
e amadureceu
e concebeu...


A menina anda só
por si só
num ritmo só 
só seu


A menina tem vontade própria
capacidade de discernimento
de julgamento
de entendimento


A menina diz o que pensa
o que sente
o que pressente
ao ausente


A menina não tem aquele ouvido que a ouça
nem aquele colo que a acolha
nem aquele entendimento que a encontre
nem aquela importância que lhe ofereça


A menina sabe que não se dá o que não se tem
mas também sabe que não se dá a ninguém
e não somente a outrém
simplesmente porque lhe convém


Ou se tem e a todos se dá, ou não se tem. E pronto.


A menina é também mulher...


E mulher que pensa sozinha
que sabe por onde caminha
que inventa sua própria trilha
que escolhe com quem compartilha
Ela, a neta da Voinha... 


(que saudade da minha Voinha...)


Mulher que sempre estará aqui, de braços abertos...
pois tem muito amor pra dar 
colo pra embalar
compreensão para desculpar


Ela aprendeu a se bastar
a se amar
a se acreditar
a se dar...


Ela aprendeu a Amar.











23 de mar. de 2011

O tempo da colheita...

O tempo da colheita... assim podemos definir o outono.
Colho a vida plantada na estação gelada, o amor que transborda no ventre, a solidão que nunca me deixa, a euforia do novo ciclo, o desânimo do pouco que se recebe e do muito que se dá, a felicidade do jamais estar só, a dependência que sufoca, a fraqueza presente nos fortes, a força presente nos sensíveis...
 ...e sigo em busca do elo perdido...
Já trilhei caminhos de areia branca e macia, caminhos de pedras ásperas e hostis, caminhos que nunca haviam sido desbravados, caminhos de lágrimas, de sorrisos, de flores... retornei. 
Talvez ainda haja muito a trilhar, talvez ainda haja muito a encontrar e reencontrar, talvez seja só o início do caminho...
Certa vez, alguém muito especial me disse: "Não temas... a vida é bonita".
Não temerei, anjo meu... Seguirei firme e forte, de cabeça erguida, resignada. E se durante o caminho eu me ferir e chorar, desculpa a fraqueza... ainda assim, seguirei. 
Sempre em busca...
Que eu semeie todo o amor que tiver, para que em todo tempo de colheita eu possa me alegrar com seus frutos... tal como agora.











11 de mar. de 2011

... Contraditória Prosa...

A vida pulsa
O relógio badala
O tempo voa
A história ecoa


O coração pulsa
A bebê dança
O espírito depura
A mãe anseia


Solidão acompanhada
Preocupações não compartilhadas
Companhia calada
Choro velado


Mulher deixada de lado
Mãe em tempo integral
Estima em baixa estação
Tempo desacelerado nesse fim de verão


Passa tempo, voa depressa...
Dorme e acorda desejando seu passar...
Quer ver sua cria no ninho, em seu colo,
E seu próprio amor resgatar.



7 de mar. de 2011

No compasso do tambor...


A tarde já havia caído. Chovia.
A chuva chegara para carregar o calor daquele verão árido.
Todavia, a alegria da festa pagã aquecia os corações.

Os blocos preenchiam as ruas.
As escolas desfilavam na avenida.
A felicidade encharcava multidões...

O olhar atento registrava cada momento daquele carnaval cinzento e colorido.
A vida bailava dentro de si, no compasso do tambor,
violão, cavaquinho, apito, surdo, cuíca, tamborim e pandeiro...

A felicidade vinha regida pelo ritmo do samba... 
Samba que vive, revive e sobrevive na história e na memória dessa eterna foliã.